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A RELAÇÃO JURÍDICA EDUCACIONAL COMO RELAÇÃO FIDUCIÁRIA DE FORMAÇÃO HUMANA

 Faça o download do PDF deste artigo, clicando AQUI . A RELAÇÃO JURÍDICA EDUCACIONAL COMO RELAÇÃO FIDUCIÁRIA DE FORMAÇÃO HUMANA - Elementos para uma teoria fiduciária do Direito Educacional Autor: MSc Jonas Tadeu Nunes Mestre em Administração Universitária pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC . Licenciado em Filosofia, Pedagogia e Estudos Sociais, bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Educacional e Direito Civil, em Direito Processual Civil e do Trabalho e em Metodologia do Ensino. Autor do livro: Manual de Direito Educacional - Introdução à Teoria Geral do Direito Educacional , Editora Viseu, 2025.  Endereço de e-mail: jonastn.nunes@gmail.com ORCID:  0009-0004-4455-4619 RESUMO O presente artigo propõe uma releitura da natureza jurídica das relações educacionais a partir da categoria da fidúcia educacional . Parte-se da constatação de que as interpretações tradicionalmente utilizadas para explicar o vínculo entre educandos, famílias e instituições de...

Luz 07 - A escola não pode ser capturada!

  A JORNADA DAS 14 LUZES MOVIMENTO II | REORGANIZAR OS SUJEITOS DA RELAÇÃO EDUCACIONAL LUZ 07 | A ESCOLA NÃO PODE SER CAPTURADA 26 de outubro de 2026 A AULA QUE VIROU DISPUTA DE ADULTOS... Tudo começou com uma aula. O professor apresentou um tema social previsto no currículo. Expôs diferentes perspectivas, trouxe documentos, formulou perguntas e pediu aos estudantes que argumentassem. Alguns concordaram entre si. Outros discordaram. A aula terminou. A disputa começou depois. Um trecho do que havia sido discutido chegou às redes sociais, fora de contexto. Grupos diferentes passaram a acusar a escola. Uns exigiam que o professor fosse afastado. Outros queriam que a instituição assumisse publicamente determinada posição. Vieram mensagens, manifestações de apoio, críticas e pressões. Em poucos dias, quase ninguém discutia mais o que os estudantes haviam aprendido. Discutia-se quem conseguiria fazer a escola falar em seu nome. Na reunião pedagógica, uma professora fez uma pergunta: Em q...

Escola e participação da comunidade

  Existe uma pergunta que merece reflexão: Quem é responsável pela educação das novas gerações? A resposta mais comum costuma apontar para a escola. Mas a realidade é mais complexa. A formação humana é resultado da atuação conjunta de famílias, professores, instituições, comunidade e poder público. Nenhuma dessas instâncias consegue cumprir plenamente sua missão de forma isolada. É por isso que a Teoria Geral do Direito Educacional valoriza a participação comunitária como princípio estruturante. A educação floresce quando existe cooperação. Quando as famílias participam. Quando a comunidade apoia. Quando a escola dialoga. Quando diferentes instituições compartilham responsabilidades. A participação comunitária fortalece o percurso educativo e amplia a proteção da pessoa em formação. Ela nos lembra que educar não é uma tarefa solitária. É uma obra coletiva. #DireitoEducacional #ParticipaçãoComunitária #ComunidadeEducativa

Luz 06 - Conflitos precisam de instituições!

  A JORNADA DAS 14 LUZES MOVIMENTO II | REORGANIZAR OS SUJEITOS DA RELAÇÃO EDUCACIONAL LUZ 06 | CONFLITOS PRECISAM DE INSTITUIÇÕES 19 de outubro de 2026 A REUNIÃO QUE TERMINOU EM GRITOS A reunião estava marcada para as quatro da tarde. De um lado da mesa, o professor. Do outro, o estudante e seus pais. A diretora e a coordenadora completavam o grupo. O problema começara semanas antes. O estudante reclamava que estava sendo tratado injustamente. O professor dizia que as regras da turma eram sistematicamente desrespeitadas. A família entendia que a escola não estava ouvindo o filho. Todos tinham alguma coisa a dizer. E todos chegaram à reunião preparados para se defender. Não havia pauta. Os fatos não estavam organizados. Ninguém sabia exatamente quem conduziria a conversa nem qual decisão poderia resultar daquele encontro. Em poucos minutos, começaram as interrupções. Depois vieram as acusações. As vozes aumentaram. O professor levantou-se. Um dos responsáveis também. A diretora enc...

Participação Comunitária: a formação humana como obra coletiva

  TEORIA GERAL DO DIREITO EDUCACIONAL Leia um conto escolar emocionante: QUANDO OS PAIS VOLTARAM           Nenhuma pessoa se forma sozinha.           A construção da identidade humana, dos valores éticos, da cidadania e das competências necessárias à vida social depende de múltiplas influências, experiências e relações. A educação é, por natureza, um fenômeno comunitário.           Essa realidade possui consequências jurídicas inegáveis.           Se a formação humana é resultado de uma rede de interações sociais, a proteção jurídica da educação não pode limitar-se à relação entre escola e educando. Ela precisa reconhecer a participação de outros agentes que contribuem para o desenvolvimento da pessoa em formação.           É nesse contexto que se insere a categoria da participação comunitária .          ...

Luz 03: Direito também existe dentro da escola

  A JORNADA DAS 14 LUZES LUZ 03 | DIREITO TAMBÉM EXISTE DENTRO DA ESCOLA 28 de setembro de 2026 A SUSPENSÃO DECIDIDA NO CORREDOR O sinal acabara de tocar quando o diretor foi chamado. Um estudante havia se envolvido em uma ocorrência grave. Os relatos chegavam ao mesmo tempo: discussão, ofensas, desobediência e tumulto. No corredor, ainda cercado por alunos e professores, o diretor ouviu rapidamente uma das versões. Estava indignado. Olhou para o estudante e decidiu: Você está suspenso por três dias. Ligue para sua família e vá para casa. O silêncio foi imediato. Talvez a escola realmente precisasse tomar uma providência. Talvez a conduta fosse grave. Talvez até mesmo uma medida de afastamento pudesse ser justificada. Mas havia uma pergunta anterior: Era possível decidir daquela maneira? O problema já não estava apenas no comportamento do estudante. Estava também na forma como a instituição exercera sua autoridade . A ESCOLA PRECISA DE AUTORIDADE Nas duas primeiras Luzes desta Jorn...

Luz 05: Professor precisa de autoridade para ensinar

  A JORNADA DAS 14 LUZES MOVIMENTO II | REORGANIZAR OS SUJEITOS DA RELAÇÃO EDUCACIONAL LUZ 05 | PROFESSOR PRECISA DE AUTORIDADE PARA ENSINAR 12 de outubro de 2026 PROFESSOR, VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! A aula havia começado havia poucos minutos. Enquanto o professor explicava, um estudante conversava em voz alta. Depois de duas advertências discretas, o professor pediu que guardasse o celular e acompanhasse a atividade. A resposta veio imediatamente: Você não manda em mim... O professor interrompeu a aula. Não elevou a voz. Não ameaçou. Apenas explicou que existiam regras para o funcionamento da turma e que todos precisavam respeitá-las. Naquela tarde, a família procurou a escola. Não queria saber exatamente o que havia acontecido. Queria saber por que o professor havia dado ordens ao filho. A direção ouviu os responsáveis e, receosa de ampliar o conflito, recomendou ao professor: Talvez seja melhor não insistir tanto. No dia seguinte, ele voltou à sala. Tinha diante de si a mesma turma...

Luz 04: Família e Escola - direitos e limites

 É hora de acender as luzes da escola! A JORNADA DAS 14 LUZES MOVIMENTO II | REORGANIZAR OS SUJEITOS DA RELAÇÃO EDUCACIONAL LUZ 04 | FAMÍLIA E ESCOLA: DIREITOS E LIMITES 5 de outubro de 2026 MEU FILHO NÃO FARÁ ESSA ATIVIDADE A mensagem chegou antes da primeira aula. A família de um estudante comunicava que ele não participaria de determinada atividade prevista no planejamento da turma. Não havia alegação de risco, discriminação ou ilegalidade. A família simplesmente discordava da proposta pedagógica. Ao final da mensagem, acrescentava: Pedimos que seja preparada outra atividade, de acordo com as orientações que estamos encaminhando. A professora procurou a coordenação. A coordenadora leu a mensagem duas vezes e perguntou: A família pode fazer isso? A pergunta parecia simples. Não era. FAMÍLIA E ESCOLA NÃO SÃO ADVERSÁRIAS Talvez poucas relações sejam tão importantes para a formação de uma criança ou adolescente quanto aquela construída entre família e escola. A família conhece traje...